(ANS – Siliguri) – A visita de P. Fábio Attard, XI Sucessor de Dom Bosco e Reitor-Mor dos Salesianos, assumiu uma dimensão profundamente espiritual e centrada no carisma, em 6 de fevereiro de 2026, quando ele se reuniu com os salesianos, coirmãos em formação, membros da FS e a mais ampla Comunidade de Fé de Bengala do Norte durante o segundo dia de sua visita a Siliguri.
No final da manhã, o Reitor-Mor reuniu-se com os Salesianos, os formandos e os membros da Família Salesiana provenientes do Norte de Bengala, Sikkim, Bihar e Nepal. Falando com calor e clareza, convidou-os a renovar a sua paixão por Jesus Cristo e pelos Jovens, lembrando-lhes que estes dois amores nunca devem ser separados na verdadeira vida salesiana. Refletindo sobre o tema do ano, “Fazei o que ele vos disser”, inspirado nas palavras de Maria nas bodas de Caná, ele propôs um caminho espiritual simples, mas exigente: olhar com atenção, ouvir profundamente, escolher livremente, agir com coragem, ressaltando que o verdadeiro testemunho salesiano hoje requer discernimento, responsabilidade, ações concretas enraizadas no amor.
Dirigindo-se à FS, o P. Attard destacou que, em um contexto multirreligioso e multicultural, o anúncio mais credível do Evangelho não se dá através das palavras, mas através do testemunho da própria vida. “As pessoas podem não ouvir sempre o que dizemos”, observou, “mas sempre observarão como vivemos”. Ele encorajou os educadores e agentes pastorais a viverem o Sistema Preventivo antes de tudo entre si, lembrando com que insistência Dom Bosco recomendava a fraternidade, a gentileza e o respeito mútuo; e quão fundamentais sejam eles para a missão.
À tarde, o Reitor-Mor presidiu a solene Eucaristia no Santuário de Dom Bosco, concelebrada pelo Bispo Emérito Clement Tirkey, de Jalpaiguri, e pelos salesianos, membros da Família Salesiana, convidados, jovens e postulantes do Grupo MSMHC, que acolheram os Concelebrantes com uma dança ritual…
Em sua homilia, P. Attard refletiu sobre a pergunta evangélica: “Quem é o maior no Reino dos Céus?”. Chamando a atenção para o fato de que Jesus coloca uma criança no centro, explicou que a grandeza no Reino de Deus não diz respeito ao poder ou ao reconhecimento, mas a tornar-se “ninguém” aos olhos do mundo. A partir dessa imagem evangélica, ele destacou três características essenciais: humildade, acolhida e apreço.
Humildade significa saber quem somos e quem, pela graça de Deus, podemos nos tornar. Ela nos liberta de falsas expectativas, mantém a vida simples e cria espaços onde os jovens se sentem amados e não julgados. – A acolhida, ilustrada pelo encontro de Dom Bosco com Bartolomeu Garelli, não é uma ação, mas uma atitude, uma escolha consciente de ser amigo de todos os jovens, especialmente dos marginalizados. – O apreço, acrescentou, permite aos educadores ver além dos erros, reconhecendo que o fracasso não define uma pessoa e que cada coração jovem traz em si uma semente de bondade que espera germinar.
Dirigindo-se aos educadores e agentes pastorais, o Reitor-Mor sublinhou que o Evangelho não se vive sob condições: “Não acolhemos os outros porque eles nos acolhem; acolhemos porque acreditamos nisso”, disse. Num mundo digital e globalizado, observou ele, os jovens não se impressionam com títulos, poder ou cargos, mas são profundamente tocados pela humildade, pela acolhida genuína, pela capacidade de reconhecer e cultivar a bondade. Esse testemunho, observou, já coloca os educadores “a meio caminho” na obra de evangelização.
A Concelebração foi seguida por um breve programa de comemorações com apresentações culturais dos jovens, que refletiam a vivacidade e a Fé da Igreja local. O chá da tarde encerrou o dia.
Enquanto a Inspetoria de Calcutá entra em seu segundo século, a mensagem de P. Attard ressoa como um apelo e um desafio: construir o futuro através da humildade, da acolhida, do autêntico testemunho.
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