Itália – Memória em honra de Mamãe Margarida marca os 238 anos de seu Nascimento
(ANS – Capriglio) – Na quarta-feira, 1º de abril, às 21h, no contexto das celebrações pelos 170 anos da morte de Mamãe Margarida, celebrou-se outrossim, na Paróquia São Martinho, em Capriglio, a Eucaristia em Ação de Graças pelo seu Nascimento, ocorrido em 1º de abril de 1788.
A celebração foi presidida pelo Diretor-Reitor da Obra Salesiana do Colle Don Bosco, P. José Miguel Núñez SDB e concelebrada pelo Vigário, P. Enrico Lupano SDB, pelo P. Andrea Lovisone SDB e pelo Vigário Diocesano da Unidade Pastoral Mamãe Margarida — que reúne as comunidades paroquiais de Capriglio, Montafia, Viale e Cortazzone —, P. Emanuele Baviera. A animação litúrgica esteve a cargo do ‘Coro Mamãe Margarida’, de Capriglio.
Na homilia, o P. José Miguel, citando as memórias do P. Francesia, recordou que “a cozinha de Mamãe Margarida se transformava, durante o outono chuvoso e o longo inverno, num espaço familiar, um refúgio acolhedor para todos os jovens que se aproximavam do fogão em busca de calor e, certamente, também de afeto. Eram os primeiros passos da experiência de Valdocco: na casa, em meio à mais absoluta pobreza, entrelaçavam-se páginas belíssimas daquilo que, sem exagero, pode ser chamado de berço da obra salesiana”.
O sacerdote destacou, mais, a relevância de Mamãe Margarida no modelo educativo de Dom Bosco: “Razão, religião, amorevoleza — os três pilares do Sistema Preventivo. Valdocco foi um verdadeiro laboratório onde o método educativo do nosso Pai foi experimentado na prática: mas que fora aprendido com Margarida. Podemos afirmar que o projeto educativo salesiano carrega muito do olhar benevolente e terno de uma Mãe. Esta é a nossa memória, esta é a nossa história: a fonte à qual sempre voltamos para beber a água viva do espírito salesiano. Retornar às origens nos conduz a um lugar onde tudo é mais puro, mais limpo, mais transparente. Recordar Mamãe Margarida é deixar-se tocar pela ternura, pelo abraço de uma mãe que sempre acolhe, sorri e perdoa. Evocar sua figura não é apenas um gesto de nostalgia, mas um devotamento para todos nós que crescemos no ambiente salesiano, na casa de Dom Bosco. Dela podemos aprender o olhar atento, a bondade em cada gesto, a palavra boa, sempre pronta a curar qualquer ferida. Firme quando necessário, sensível quando a situação exige: uma grande educadora, da qual o próprio Dom Bosco assimilou o Sistema Preventivo”.
O Presidente da ‘Associação Amigos do Museu Mamãe Margarida’, Diego Occhiena, destacou, por sua vez, como Mamãe Margarida soube encarnar e viver o Mistério Pascal ao longo de sua vida. Num dos momentos mais difíceis no Oratório de Valdocco — quando os jovens, brincando de guerra, invadiram a horta e a transformaram em um verdadeiro campo devastado, destruindo-lhes completamente as hortaliças —, ela voltou o olhar para o Crucificado, compreendeu, aceitou e retomou serenamente suas atividades domésticas, sem mais se queixar: “O Senhor Deus me abriu os ouvidos, e eu não resisti, nem recuei” (Is 50,4-9).