{"id":2030187,"date":"2026-02-19T23:00:00","date_gmt":"2026-02-19T23:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2026-02-19T23:00:00","modified_gmt":"2026-02-19T23:00:00","slug":"rmg-no-coracao-da-periferia-romana-o-papa-francisco-no-sagrado-coracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoans.news\/pt-pt\/rmg-no-coracao-da-periferia-romana-o-papa-francisco-no-sagrado-coracao\/","title":{"rendered":"RMG \u2013 No cora\u00e7\u00e3o da periferia romana: o Papa Francisco no Sagrado Cora\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><strong>(ANS &ndash; Roma)<\/strong>&nbsp;&ndash;&nbsp;<em>Uma par&oacute;quia salesiana na periferia romana torna-se sinal de uma Igreja que &lsquo;vai ao encontro&rsquo;.<\/em>&nbsp;Em 19 de janeiro de 2014, no in&iacute;cio de seu Pontificado, o Papa Francisco fez uma Visita Pastoral &agrave; Bas&iacute;lica do &lsquo;Sacro Cuore&rsquo; (Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o de Jesus), par&oacute;quia confiada aos Salesianos e localizada perto da esta&ccedil;&atilde;o Termini, em Roma. A visita coincidiu com o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, e se efetuou a um s&oacute; tempo qual Celebra&ccedil;&atilde;o Lit&uacute;rgica e gesto prof&eacute;tico para os que vivem &agrave; margem.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><strong>Uma par&oacute;quia na &ldquo;periferia existencial&rdquo;<\/strong><\/p>\n<p>Embora localizada no centro de Roma, a Par&oacute;quia do Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o fica no que o Papa Francisco frequentemente chamou de &ldquo;periferia existencial&rdquo;.<\/p>\n<p>A &aacute;rea ao redor da esta&ccedil;&atilde;o Termini se caracteriza pela presen&ccedil;a de migrantes, requerentes de asilo, moradores de rua&#8230; A m&iacute;dia italiana na &eacute;poca destacou que a Par&oacute;quia, administrada pelos Salesianos, era particularmente ativa na assist&ecirc;ncia a refugiados e pessoas sem moradia fixa. A escolha da Par&oacute;quia por Francisco n&atilde;o foi, portanto, casual.<\/p>\n<p>Desde o in&iacute;cio de seu pontificado &ndash; marcado de forma significativa por sua visita a Lampedusa em julho de 2013, onde denunciou a &ldquo;globaliza&ccedil;&atilde;o da indiferen&ccedil;a&rdquo; &ndash; ele fez da defesa dos migrantes uma prioridade pastoral fundamental. A visita ao Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o deve, pois, ser interpretada nesse contexto magisterial mais amplo: uma Igreja que rejeita a indiferen&ccedil;a e que, em vez disso, &lsquo;se aproxima&rsquo;.<\/p>\n<p><strong>Encontros concretos: rostos, n&atilde;o categorias<\/strong><\/p>\n<p>Antes de celebrar a Eucaristia, o Papa Francisco quis encontrar-se em particular com grupos de migrantes, refugiados, sem-abrigo, volunt&aacute;rios. Segundo foi relatado, cumprimentou-os pessoalmente e ouviu as suas hist&oacute;rias, pedindo-lhes &#8211; como fazia frequentemente &#8211; que rezassem por ele. Esses encontros foram simples, mas profundamente teol&oacute;gicos: a reciprocidade tinha substitu&iacute;do o paternalismo; os pobres n&atilde;o eram &ldquo;objetos&rdquo; de caridade, mas sujeitos de F&eacute;. A Fala do &Acirc;ngelus proferido no mesmo dia delineou o horizonte pastoral da visita. Por ocasi&atilde;o do Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, Francisco lembrou aos fi&eacute;is que os migrantes est&atilde;o &ldquo;perto do cora&ccedil;&atilde;o da Igreja&rdquo; e convidou a rezar por aqueles que vivem &ldquo;em situa&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m mais graves; e dif&iacute;ceis&rdquo;.<\/p>\n<p>Sua presen&ccedil;a f&iacute;sica numa &ldquo;par&oacute;quia de imigrantes&rdquo; perto de Termini tornou vis&iacute;vel o que ele havia proclamado na Pra&ccedil;a de S&atilde;o Pedro: o Bispo de Roma vai ao encontro de seu Povo onde ele vive e luta.<\/p>\n<p>Em continuidade com sua subsequente &lsquo;Mensagem para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado&rsquo;, na qual ele afirmaria que os migrantes e refugiados t&ecirc;m &ldquo;um lugar especial no cora&ccedil;&atilde;o da Igreja&rdquo;, a visita de 2014 encarnou uma convic&ccedil;&atilde;o pastoral: a Igreja amplia seu cora&ccedil;&atilde;o quando acolhe o estrangeiro.<\/p>\n<p><strong>Uma homilia &lsquo;kerigm&aacute;tica&rsquo;: o Cordeiro que tira o pecado<\/strong><\/p>\n<p>Se seus gestos falavam em termos sociais, sua homilia falava em termos evang&eacute;licos: clara, simples, centrada inteiramente em Cristo. Pregando sobre Jo 1,29, Francisco repetiu a proclama&ccedil;&atilde;o do Batista: &ldquo;Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo&rdquo;.<\/p>\n<p>O Santo Padre deteve-se no paradoxo do Cordeiro: fraco, manso e gentil, mas portador do peso do pecado do mundo. Jesus vence n&atilde;o com a for&ccedil;a, mas &ldquo;com o amor&rdquo; e &ldquo;com a mansid&atilde;o&rdquo;. Com palavras que ressoaram profundamente numa par&oacute;quia a servi&ccedil;o dos feridos da cidade, ele insistiu no fato de que Cristo toma sobre si &ldquo;todos os nossos pecados&rdquo;, mesmo aqueles que sentimos serem pesados demais para carregar.<\/p>\n<p>O Papa contrastou a confian&ccedil;a que depositamos prontamente nos m&eacute;dicos ou nas institui&ccedil;&otilde;es com a confian&ccedil;a que muitas vezes negamos a Deus, exortando os fi&eacute;is: &ldquo;Tenham confian&ccedil;a em Deus&#8230; Ele nunca decepciona. Nunca, nunca!&rdquo;. Dirigindo-se diretamente aos jovens, repetiu essa garantia, apresentando a confian&ccedil;a em Cristo como &ldquo;a chave do sucesso na vida&rdquo;. O tom era inequivocamente salesiano: Cristo pr&oacute;ximo dos jovens, Cristo que n&atilde;o decepciona.<\/p>\n<p>Por fim, concluiu com um convite contemplativo: fechar os olhos, imaginar a cena no Jord&atilde;o, ouvir novamente as palavras &ldquo;Eis o Cordeiro de Deus&rdquo; e falar pessoalmente com Jesus em sil&ecirc;ncio. Foi uma catequese como encontro: a F&eacute;, n&atilde;o como teoria, mas como relacionamento.<\/p>\n<p><strong>Uma leitura salesiana da visita<\/strong><\/p>\n<p>De uma perspectiva salesiana, a Visita de 2014 revela uma profunda conson&acirc;ncia entre a vis&atilde;o pastoral do Papa Francisco e o carisma de Dom Bosco. O &lsquo;Sacro Cuore&rsquo; (a Igreja do Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o de Jesus &ndash; historicamente ligado &agrave; &uacute;ltima miss&atilde;o romana de Dom Bosco &ndash; hoje vive sua fidelidade n&atilde;o s&oacute; na mem&oacute;ria mas na miss&atilde;o: cursos de l&iacute;ngua italiana, percursos profissionais, acolhimento e acompanhamento para migrantes e moradores de rua nos arredores de Termini.<\/p>\n<p>A presen&ccedil;a de Francisco confirmou publicamente o trabalho. Ao reunir-se com migrantes, sem-teto, volunt&aacute;rios, o Pont&iacute;fice destacou o enriquecimento m&uacute;tuo que ocorre quando jovens refugiados e jovens locais se servem lado a lado. A par&oacute;quia torna-se, ent&atilde;o, n&atilde;o apenas um prestador de servi&ccedil;os mas um laborat&oacute;rio&#8230; de comunh&atilde;o.<\/p>\n<p>Ao escolher o Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o, no Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, o Papa fez muito mais do que uma Visita Pastoral: p&ocirc;s em pr&aacute;tica uma eclesiologia. A Igreja n&atilde;o &eacute; uma &ldquo;cidadela sitiada&rdquo;, mas uma casa acolhedora. E &eacute; mais forte quando se assemelha ao Cordeiro: amor&aacute;vel, pr&oacute;xima dos pequenos, pr&oacute;xima dos pobres.<\/p>\n<p><strong>O Cordeiro na periferia<\/strong><\/p>\n<p>A visita de 19 de janeiro de 2014 representa uma primeira s&iacute;ntese luminosa do pontificado de Francisco: prega&ccedil;&atilde;o centrada em Cristo, miseric&oacute;rdia concreta e proximidade preferencial aos migrantes e marginalizados. No entrecruzamento m&oacute;vel e global de gentes de uma Par&oacute;quia salesiana, o Bispo de Roma tornou vis&iacute;vel uma Igreja que prossegue, vai em frente, caminha.<\/p>\n<p>&ldquo;Eis o Cordeiro de Deus&rdquo;. Naquele dia, no &lsquo;Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o&rsquo;, o an&uacute;ncio n&atilde;o foi apenas ouvido do amb&atilde;o, mas encarnou-se em gestos de acolhimento, na ora&ccedil;&atilde;o compartilhada e numa confian&ccedil;a renovada de que o Senhor Jesus &#8211; manso e bom &#8211; caminha com seu Povo, especialmente com aqueles que est&atilde;o a caminhar&#8230;<\/p>\n<p><strong><\/p>\n<div style=\"padding: 15px; margin: 20px 0; background: #fff3cd; color: #856404; border: 1px solid #ffeeba; border-radius: 5px; font-family: sans-serif; font-size: 14px;\">\n                    <strong>[Gallery Missing]<\/strong> Folder not found: <code>wp-content\/uploads\/images\/RMG - Visita Papa Fra 2026<\/code>\n                <\/div>\n<p><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(ANS &ndash; Roma)&nbsp;&ndash;&nbsp;Uma par&oacute;quia salesiana na periferia romana torna-se sinal de uma Igreja que &lsquo;vai ao encontro&rsquo;.&nbsp;Em 19 de janeiro [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2027107,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-2030187","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/infoans.news\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2030187","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/infoans.news\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/infoans.news\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/infoans.news\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/infoans.news\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2030187"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/infoans.news\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2030187\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/infoans.news\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2027107"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/infoans.news\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2030187"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/infoans.news\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2030187"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/infoans.news\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2030187"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}