{"id":2030357,"date":"2026-03-05T23:00:00","date_gmt":"2026-03-05T23:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2026-03-05T23:00:00","modified_gmt":"2026-03-05T23:00:00","slug":"italia-saglia-sdb-uma-vida-viajando-pelo-mundo-para-contar-as-missoes-salesianas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoans.news\/pt-pt\/italia-saglia-sdb-uma-vida-viajando-pelo-mundo-para-contar-as-missoes-salesianas\/","title":{"rendered":"It\u00e1lia \u2013 Saglia SDB: uma vida viajando pelo mundo para contar as miss\u00f5es salesianas"},"content":{"rendered":"<p><strong>(ANS &ndash; Turim)&nbsp;<\/strong>&ndash; Na Guatemala? J&aacute; esteve. Em Papua-Nova Guin&eacute;? Tamb&eacute;m. No Sud&atilde;o? Igualmente. &ldquo;&Eacute; mais f&aacute;cil listar os pa&iacute;ses onde n&atilde;o estive&rdquo; &#8211; diz, sorrindo, Antonio Saglia, de seu escrit&oacute;rio em Valdocco. Salesiano Irm&atilde;o, professo desde 1957, Ex-Mestre de Artes Gr&aacute;ficas, o salesiano, de 87 anos, j&aacute; percorreu o mundo documentando a vida nas miss&otilde;es ligadas a Dom Bosco. Sua &ldquo;carreira&rdquo; come&ccedil;ou quase por acaso. &ldquo;Era 1970 &ndash; recorda &ndash; . Um salesiano que vivia no Brasil conhecia minha paix&atilde;o pelas c&acirc;meras e me pediu para ir documentar as miss&otilde;es na Amaz&ocirc;nia&rdquo;.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><strong>A bebida de banana e ossos de morto<\/strong><\/p>\n<p> A aventura j&aacute; havia come&ccedil;ado num n&iacute;vel de dificuldade muito elevado: &ldquo;Ao aterrissar em Manaus, subi numa embarca&ccedil;&atilde;o onde me entregaram um pano enrolado, coisa que eu nunca tinha visto antes: uma rede de dormir&rdquo; &#8211; conta. &Agrave; noite, ele a desenrolou para pernoitar a bordo. &ldquo;No almo&ccedil;o e no jantar &#8211; diz &#8211; com&iacute;amos tudo o que era pescado; tamb&eacute;m tartaruga!&rdquo;.<\/p>\n<p>Antonio levava consigo uma Paillard, c&acirc;mera de mola com tr&ecirc;s lentes &oacute;pticas, com a qual registrava a vida do povo Ianom&acirc;mi. &ldquo;Viviam quase completamente nus, em cabanas na floresta. No in&iacute;cio, fugiam da c&acirc;mera; depois, tirei algumas <em>polaroides<\/em> e as mostrei &agrave;s crian&ccedil;as: ficaram encantadas! Elas as tocavam, tocavam, incr&eacute;dulas&#8230;&rdquo;.<\/p>\n<p>Na Amaz&ocirc;nia, Antonio Saglia viveu uma das experi&ecirc;ncias mais singulares de suas viagens. &ldquo;Eu estava passando mal e me deram uma bebida tradicional dentro de um coco &ndash; recorda &ndash; . Depois descobri que entre os ingredientes estavam os ossos triturados de um&#8230; ianom&acirc;mi falecido, com banana&rdquo;.<\/p>\n<p><strong>Os lepros&aacute;rios na &Iacute;ndia<\/strong><\/p>\n<p> As primeiras viagens ocorriam apenas durante o ver&atilde;o, quando a escola estava fechada para f&eacute;rias. A partir de meados dos anos 1990, Antonio se aposentou e passou a visitar ainda mais as miss&otilde;es. &ldquo;Devo ter produzido cerca de setenta document&aacute;rios&rdquo;, afirma. A maior parte deles foi digitalizada e hoje est&aacute; conservada no &lsquo;Centro Sperimentale di Cinematografia &#8211; Archivio Nazionale del Cinema d&rsquo;Impresa, em Ivrea.<\/p>\n<p> Praticamente visitou toda a &Aacute;frica &ldquo;sem nunca contrair mal&aacute;ria&rdquo;, encantando-se com as dan&ccedil;as tribais trajando &agrave; roupa extremamente colorida. A experi&ecirc;ncia mais marcante, por&eacute;m, ocorreu na &Iacute;ndia, quando visitou os lepros&aacute;rios. &ldquo;Ver aqueles olhares e aquelas express&otilde;es desfiguradas foi pelo menos&#8230; terr&iacute;vel. Certamente a cena mais comovente de todas as minhas viagens&rdquo;.<\/p>\n<p><strong>Naufr&aacute;gio em Papua-Nova Guin&eacute;<\/strong><\/p>\n<p> N&atilde;o h&aacute; regi&atilde;o do planeta, por mais remota que seja, onde o Saglia n&atilde;o tenha estado. Chegou at&eacute; mesmo &agrave;s cidades controladas por narcotraficantes, na Col&ocirc;mbia. &ldquo;Os militares nos advertiam para n&atilde;o irmos. Mas os mission&aacute;rios eram respeitados at&eacute; pelos criminosos&rdquo;.<\/p>\n<p> Em sua longa &ldquo;peregrina&ccedil;&atilde;o&rdquo;, Saglia teve a oportunidade de contemplar paisagens naturais de tirar o f&ocirc;lego. &ldquo;Entre todas, ao sul do Sul, a travessia do Estreito de Magalh&atilde;es, na Terra do Fogo, entre Chile e Argentina. Mas tamb&eacute;m a ilha dos L&ecirc;mures, em Madagascar: nunca vi um mar t&atilde;o cristalino&rdquo;. Em 45 anos de viagens pelo mundo, naturalmente n&atilde;o faltaram imprevistos. Um deles ocorreu quando sofreu um naufr&aacute;gio em Papua-Nova Guin&eacute;, no Pac&iacute;fico. &ldquo;O motor do barco quebrou e n&atilde;o t&iacute;nhamos telefone para pedir socorro. Ap&oacute;s uma noite &agrave; deriva, fomos resgatados por alguns papuas, que, por&eacute;m, n&atilde;o encontravam nossa ilha. S&oacute; chegamos l&aacute; depois de muitas horas e alguns momentos de real e grande apreens&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p><strong>As investidas femininas<\/strong><\/p>\n<p> Como todos os coadjutores, os leigos salesianos t&atilde;o desejados por Dom Bosco, Antonio Saglia fez voto de pobreza e castidade. Isso, por&eacute;m, n&atilde;o o impediu de receber investidas femininas sempre declinadas durante suas viagens pelo mundo. &#8211; A mais direta ocorreu em Bel&eacute;m, na Amaz&ocirc;nia brasileira, quando uma jovem, perto de um rio, insinuou-se dizendo: &ldquo;Eu gostaria muito de ter um filho com voc&ecirc;&rdquo;. &#8211; Na Coreia do Sul, o epis&oacute;dio ocorreu durante uma dan&ccedil;a tradicional. &ldquo;Uma jovem colocou no bolso do meu palet&oacute; uma caixinha de m&uacute;sica com a foto dela dentro&rdquo;, recorda, sorrindo. Ent&atilde;o, a jovem coreana come&ccedil;ou a escrever-lhe algumas cartas, que o mission&aacute;rio traduzia: &ldquo;Entre os par&aacute;grafos, aparecia frequentemente a palavra &lsquo;censurado&rsquo;&rdquo;, conta com humor.<\/p>\n<p><strong>A &uacute;ltima viagem e a li&ccedil;&atilde;o aprendida<\/strong><\/p>\n<p> Em 2015, 45 anos depois da primeira experi&ecirc;ncia, chegou a &uacute;ltima viagem: um percurso por v&aacute;rias miss&otilde;es &agrave; &Aacute;frica. Nessas terras, ele aprendeu a cultivar o otimismo e ainda guarda na mem&oacute;ria os sorrisos das crian&ccedil;as: &ldquo;Eles n&atilde;o t&ecirc;m nada e s&atilde;o felizes, enquanto n&oacute;s nos perdemos em mil futilidades, sempre com os olhos grudados nos&#8230; <em>smartphones! <\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p>Fonte:&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.lastampa.it\/torino\/2026\/03\/06\/news\/documentari_missioni_salesiane_antonio_saglia-15533797\/\">La Stampa<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(ANS &ndash; Turim)&nbsp;&ndash; Na Guatemala? J&aacute; esteve. Em Papua-Nova Guin&eacute;? Tamb&eacute;m. No Sud&atilde;o? 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