{"id":2030602,"date":"2026-03-29T22:00:00","date_gmt":"2026-03-29T22:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2026-03-29T22:00:00","modified_gmt":"2026-03-29T22:00:00","slug":"italia-em-busca-de-uma-esperanca-para-viver-em-roma-a-via-sacra-dos-invisiveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoans.news\/pt-pt\/italia-em-busca-de-uma-esperanca-para-viver-em-roma-a-via-sacra-dos-invisiveis\/","title":{"rendered":"It\u00e1lia \u2013 Em busca de uma esperan\u00e7a para viver: em Roma, a \u201cVia-Sacra dos Invis\u00edveis\u201d"},"content":{"rendered":"<p><strong>(ANS <strong>&#8211; Roma<\/strong>)&nbsp;<\/strong>&#8211; Na sexta-feira, 27 de mar&ccedil;o de 2026, ao longo da Via Marsala, perto da Esta&ccedil;&atilde;o Termini, e em frente &agrave; Bas&iacute;lica salesiana do Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o de Jesus, no Castro Pret&oacute;rio, ocorreu a terceira edi&ccedil;&atilde;o da Via-Sacra voltada para as Pessoas em situa&ccedil;&atilde;o de rua. O Bispo Auxiliar da Diocese de Roma, Dom Michele di Tolve, que presidiu a celebra&ccedil;&atilde;o, reiterou o empenho da Igreja por essa realidade, afirmando: &ldquo;S&atilde;o pessoas que habitam nossas ruas, mas que nem sempre reconhecemos com o cora&ccedil;&atilde;o&rdquo;. A participa&ccedil;&atilde;o da Comunidade educativo-pastoral salesiana, que colaborou ativamente na promo&ccedil;&atilde;o da iniciativa, foi expressiva.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>A Paix&atilde;o de Cristo cruza com o caminho dos invis&iacute;veis, tocando as feridas abertas de Pessoas em busca de Esperan&ccedil;a. Este ano, na terceira edi&ccedil;&atilde;o do evento, essas Pessoas em situa&ccedil;&atilde;o de rua mais uma vez&nbsp;estiveram no centro da &ldquo;Via-Sacra dos Invis&iacute;veis&rdquo;, organizada pelo Centro de acolhida da C&aacute;ritas &ldquo;Don Luigi di Liegro&rdquo;, em colabora&ccedil;&atilde;o com a Bas&iacute;lica salesiana do Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o de Jesus e outras iniciativas, como o refeit&oacute;rio noturno Jo&atilde;o Paulo II, que garante centenas de refei&ccedil;&otilde;es quentes para os necessitados, e a estrutura provis&oacute;ria da Porta S&atilde;o Louren&ccedil;o, aberta durante o Ano Jubilar para oferecer acolhimento e alimento a um grande n&uacute;mero de sem-teto. Todas essas realidades situam-se nas imedia&ccedil;&otilde;es da Esta&ccedil;&atilde;o Termini, &aacute;rea marcada por forte presen&ccedil;a de homens e mulheres atingidos por solid&atilde;o profunda, precariedade econ&ocirc;mica, migra&ccedil;&otilde;es for&ccedil;adas e indiferen&ccedil;a social.<\/p>\n<p>A tem&aacute;tica desta terceira edi&ccedil;&atilde;o &#8211; &#8220;O percurso da cruz, caminho da paz&#8221; &#8211; guiou todo o percurso, que come&ccedil;ou com a celebra&ccedil;&atilde;o da Missa na Bas&iacute;lica do Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o e terminou no centro de acolhida da C&aacute;ritas.<\/p>\n<p> A Bas&iacute;lica repleta e a caminhada dos cerca de 200 participantes ao longo da via, suspenderam, ainda que por instantes, o ritmo da cidade circunstate. E os rostos, tantas vezes ignorados, das pessoas em situa&ccedil;&atilde;o de rua tornaram-se presen&ccedil;a viva.<\/p>\n<p> <strong>Dom Di Tolve: &ldquo;Deus n&atilde;o rejeita ningu&eacute;m&rdquo;<\/strong><\/p>\n<p>O Bispo Auxiliar da Diocese de Roma, que presidiu a Missa, destacou em sua homilia que, diferentemente do que muitas vezes ocorre entre os homens, as pessoas em situa&ccedil;&atilde;o de rua jamais s&atilde;o esquecidas por Deus. &ldquo;Como fez Jesus, que foi rejeitado mesmo estando ao lado dos que sofrem &mdash; afirmou &mdash;, hoje temos o dever de ajudar o pr&oacute;ximo, de faz&ecirc;-lo sentir-se acolhido, apesar dos muros e das pedras lan&ccedil;adas por quem vira o rosto&rdquo;.<\/p>\n<p> O desejo expresso por Dom Di Tolve &eacute; que todos trilhem o caminho do Evangelho, para que os invis&iacute;veis se tornem irm&atilde;os de todos e &ldquo;todos n&oacute;s, cada vez mais, Igreja do amor de Deus&rdquo;.<\/p>\n<p>Ao final da Via-Sacra, cuja &uacute;ltima esta&ccedil;&atilde;o ocorreu no centro de acolhida da C&aacute;ritas, o Prelado refletiu sobre o caminho dos fi&eacute;is nas pegadas de Cristo, sempre voltado aos &uacute;ltimos e invis&iacute;veis. Ressaltou ainda que a Cruz &#8211; instrumento de morte &#8211; &ldquo;tornou-se sinal de esperan&ccedil;a, gra&ccedil;as ao amor total de Jesus e que, mesmo na rejei&ccedil;&atilde;o e no sofrimento, Cristo continua a acolher sem julgar&rdquo;. Sua morte, acrescentou, representa uma paz universal fundada no Amor por toda a Humanidade.<\/p>\n<p> <strong>A como&ccedil;&atilde;o dos participantes<\/strong><\/p>\n<p>&ldquo;&Eacute; nesses momentos que compreendo que Cristo est&aacute; comigo e que existe Esperan&ccedil;a&rdquo;, afirmou <strong>Pierluigi<\/strong>, de 57 anos, acolhido na estrutura de Porta S&atilde;o Louren&ccedil;o e participante da Via-Sacra. Visivelmente emocionado, relatou ter-se sentido em casa ao percorrer o trajeto, ainda que por instantes, em meio a uma fase particularmente dif&iacute;cil de sua vida: &ldquo;Carrego muitas dores &mdash; contou &mdash;, a maior delas foi a perda de uma filha h&aacute; vinte anos. <strong>Mas agora cultivo um novo sonho, tamb&eacute;m inspirado por esta Via-Sacra<\/strong>: poder reencontrar minha fam&iacute;lia e a paz, diante de tudo o que ocorre no mundo&rdquo;.<\/p>\n<p> Ao seu lado, Ahmed, <strong>mu&ccedil;ulmano<\/strong>, com quem compartilha o espa&ccedil;o na estrutura, tamb&eacute;m manifestou sua emo&ccedil;&atilde;o ao ouvir as palavras de Dom Di Tolve: &ldquo;<strong>Eu estava na casa de Deus, eu sentia isso, e ali encontrei muitos irm&atilde;os<\/strong>&rdquo;.<\/p>\n<p>Hist&oacute;rias marcadas por sofrimento e recome&ccedil;o, queda e resili&ecirc;ncia, como as de <strong>Edomwonyi e Paulo<\/strong> &mdash; ela nigeriana, ele sul-americano &mdash; ambos em situa&ccedil;&atilde;o de rua. Ambos encontram &ldquo;abrigo e uma luz&rdquo; na solidariedade da Caritas e afirmam ter &ldquo;sentido a proximidade da cidade nesta celebra&ccedil;&atilde;o&rdquo;. O mesmo ocorreu com um idoso acolhido no <em>albercentro<\/em> de acolhida &ldquo;Di Liegro&rdquo; que, segundo relatou a coordenadora da casa, Luana Melia, &ldquo;apesar da doen&ccedil;a, fez quest&atilde;o de participar: estava convicto de que o Senhor lhe daria for&ccedil;as para sustentar a cruz, ainda que por poucos minutos&rdquo;.<\/p>\n<p> <strong>Um sinal concreto<\/strong><\/p>\n<p>Ao t&eacute;rmino do percurso, permaneceu n&atilde;o apenas a mem&oacute;ria de uma celebra&ccedil;&atilde;o mas o sinal concreto de um encontro. Em uma via frequentemente atravessada pela indiferen&ccedil;a, durante uma noite, os &ldquo;invis&iacute;veis&rdquo; tiveram nome, rosto e hist&oacute;rias compartilhadas. A Via-Sacra tornou-se, assim, experi&ecirc;ncia viva, capaz de reunir sofrimentos distintos sob um mesmo horizonte de esperan&ccedil;a. E, enquanto as luzes voltavam a iluminar a via Marsala e a cidade retomava seu ritmo habitual, consolidava-se uma consci&ecirc;ncia silenciosa: ali onde o ser humano se det&eacute;m e reconhece o outro, at&eacute; mesmo a dor pode transformar-se em fraternidade.<\/p>\n<p><strong>A Via-Sacra dos Invis&iacute;veis quis &ldquo;tornar vis&iacute;vel o rosto da miseric&oacute;rdia de Deus para com os mais vulner&aacute;veis<\/strong>, aquelas ovelhas feridas e perdidas que Ele vem procurar e coloca em primeiro lugar&rdquo;, concluiu P. Javier Ortiz Rodriguez, salesiano e P&aacute;roco da Bas&iacute;lica do Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p> Fontes: Vatican News, Roma Sette<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(ANS &#8211; Roma)&nbsp;&#8211; Na sexta-feira, 27 de mar&ccedil;o de 2026, ao longo da Via Marsala, perto da Esta&ccedil;&atilde;o Termini, e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2027533,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3643,788],"tags":[],"class_list":["post-2030602","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mediterranea","category-social"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/infoans.news\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2030602","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/infoans.news\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/infoans.news\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/infoans.news\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/infoans.news\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2030602"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/infoans.news\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2030602\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/infoans.news\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2027533"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/infoans.news\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2030602"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/infoans.news\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2030602"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/infoans.news\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2030602"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}