{"id":2030668,"date":"2026-04-02T22:00:00","date_gmt":"2026-04-02T22:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2026-04-02T22:00:00","modified_gmt":"2026-04-02T22:00:00","slug":"rmg-regiao-africa-oriental-e-meridional-da-mihi-animas-no-coracao-de-um-continente-jovem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoans.news\/pt-pt\/rmg-regiao-africa-oriental-e-meridional-da-mihi-animas-no-coracao-de-um-continente-jovem\/","title":{"rendered":"RMG \u2013 Regi\u00e3o \u00c1frica Oriental e Meridional: \u00abDa mihi animas\u00bb no cora\u00e7\u00e3o de um continente jovem"},"content":{"rendered":"<p><strong>(ANS &ndash; Roma)&nbsp;<\/strong>&ndash; A presen&ccedil;a de Dom Bosco na &Aacute;frica n&atilde;o come&ccedil;ou com o ambicioso Projeto &Aacute;frica. Muito antes dessa iniciativa hist&oacute;rica de 1979, o cora&ccedil;&atilde;o mission&aacute;rio do Fundador j&aacute; batia pelo Continente africano. O Projeto &Aacute;frica viria a estender ali a presen&ccedil;a salesiana a 42 pa&iacute;ses, mas o sonho era muito mais antigo &mdash; enraizado na famosa vis&atilde;o mission&aacute;ria de Dom Bosco, aquela linha que se estende &laquo;da Am&eacute;rica do Sul at&eacute; a China&raquo;, abrangendo o mundo em seu horizonte. Hoje, em nenhum lugar esse sonho est&aacute; mais vivo do que na din&acirc;mica e jovem Regi&atilde;o da &Aacute;frica Oriental e Meridional, onde o carisma salesiano continua a crescer com for&ccedil;a, criatividade e esperan&ccedil;a.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><strong>Uma hist&oacute;ria que come&ccedil;ou antes do Projeto &Aacute;frica<\/strong><\/p>\n<p>Os primeiros salesianos chegaram &agrave; &Aacute;frica do Sul em 1896, uma presen&ccedil;a que, em 2026, celebrar&aacute; 130 anos. A Inspetoria mais antiga da &Aacute;frica, entretanto, &eacute; a da &Aacute;frica Central (AFC), com sede na Rep&uacute;blica Democr&aacute;tica do Congo, erigida canonicamente em 1959, embora os SDB j&aacute; tivessem chegado ao Congo em 1911.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m Madagascar e a Eti&oacute;pia testemunham um desenvolvimento providencial dessa hist&oacute;ria. Ainda vivo, Dom Bosco escreveu &agrave; Rainha Ranavalona III de Madagascar, pedindo-lhe apoio para sua obra educativa em favor dos jovens. D&eacute;cadas mais tarde, em 1970, um sacerdote franc&ecirc;s, da <em>Fidei Donum<\/em>, P. Fran&ccedil;ois Bernard, que cuidava de crian&ccedil;as pobres nas proximidades do aeroporto de Ivato, em Antananarivo, dirigiu-se a Valdocco. J&aacute; em idade avan&ccedil;ada, suplicou ao ent&atilde;o Reitor-Mor que enviasse os Salesianos para dar continuidade &agrave; obra.<\/p>\n<p>Alguns anos depois, com o in&iacute;cio do Projeto &Aacute;frica, os salesianos chegaram. Hoje, aquela semente tornou-se a florescente comunidade de Ivato Clairvaux. Na Eti&oacute;pia, o Bispo de Adigrat dirigiu-se pessoalmente a Turim para solicitar a presen&ccedil;a dos Salesianos em sua Diocese. Como a resposta demorava a chegar, enviou dois de seus sacerdotes para se tornarem salesianos. Um deles viria a se tornar o Bispo de Adigrat. Em 1975, por ocasi&atilde;o do Centen&aacute;rio da primeira expedi&ccedil;&atilde;o mission&aacute;ria, a Inspetoria ILE abriu a miss&atilde;o em Mekelle. &ldquo;Foi realmente uma provid&ecirc;ncia&rdquo;, lembram muitos.<\/p>\n<p><strong>A virada: o Projeto &Aacute;frica<\/strong><\/p>\n<p>O Cap&iacute;tulo Geral Especial de 1979 deu in&iacute;cio ao Projeto &Aacute;frica. Em 1980, foram abertas mui numerosas presen&ccedil;as em todo o Continente. Essa decis&atilde;o mudou a face da Congrega&ccedil;&atilde;o na &Aacute;frica. Hoje, a &Aacute;frica n&atilde;o &eacute; apenas uma terra de miss&atilde;o: &eacute; uma for&ccedil;a mission&aacute;ria.<\/p>\n<p>No Cap&iacute;tulo Geral 29, a Congrega&ccedil;&atilde;o reconheceu formalmente essa vitalidade, criando, a partir da Regi&atilde;o &Aacute;frica&ndash;Madagascar, duas novas Regi&otilde;es: &lsquo;&Aacute;frica Central e Ocidental&rsquo; e &lsquo;&Aacute;frica Oriental e Meridional&rsquo;.<\/p>\n<p><strong>&Aacute;frica Oriental e Meridional em n&uacute;meros<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com as &uacute;ltimas estat&iacute;sticas <em>do SDB Flash<\/em>,<em> <\/em>de 31 de dezembro de 2025, a Regi&atilde;o da &lsquo;&Aacute;frica Oriental e Meridional&rsquo; apresenta uma forte vitalidade com um mui significativo crescimento. A Eti&oacute;pia (AET) conta com 99 salesianos e 4 novi&ccedil;os; Qu&ecirc;nia e Sud&atilde;o do Sul (AFE) t&ecirc;m 175 salesianos e 13 novi&ccedil;os; a Visitadoria da &Aacute;frica Meridional (AFM) conta com 44 salesianos; a Inspetoria dos Grandes Lagos da &Aacute;frica (AGL) &#8211; que compreende Uganda, Ruanda e Burundi &#8211; tem 149 salesianos com 7 novi&ccedil;os; Angola (ANG) registra 175 salesianos e 18 novi&ccedil;os; a Tanz&acirc;nia (TZA) conta com 151 salesianos e 16 novi&ccedil;os; a Visitadoria ZMB (Z&acirc;mbia, Malaui, Zimb&aacute;bue e Botsuana) conta com 155 salesianos e 17 novi&ccedil;os; e Madagascar (MDG) tem 172 salesianos e 8 novi&ccedil;os. No total, essas circunscri&ccedil;&otilde;es representam bem mais de mil salesianos, com uma presen&ccedil;a significativa de irm&atilde;os jovens em forma&ccedil;&atilde;o &#8211; sinal evidente do dinamismo e da vitalidade vocacional da Regi&atilde;o.<\/p>\n<p>Esses n&uacute;meros n&atilde;o s&atilde;o meras estat&iacute;sticas: representam salas de aula e laborat&oacute;rios, centros juvenis e par&oacute;quias, casas de forma&ccedil;&atilde;o e comunidades mission&aacute;rias e, sobretudo, milhares de jovens transformados a cada dia.<\/p>\n<p><strong>Terra de voca&ccedil;&otilde;es<\/strong><\/p>\n<p>A &Aacute;frica &eacute; hoje um dos continentes mais jovens do mundo, tanto do ponto de vista demogr&aacute;fico quanto eclesial. A presen&ccedil;a salesiana trouxe frutos vocacionais abundantes.<\/p>\n<p>Como lembra o P. Innocent Bizimana, Conselheiro da Regi&atilde;o &Aacute;frica Oriental e Meridional, &ldquo;a &Aacute;frica n&atilde;o apenas acolheu Dom Bosco &mdash; ela o abra&ccedil;ou. Os jovens desse continente reconheceram nele um pai, um mestre e um amigo&rdquo;. E continua: &ldquo;O crescimento das voca&ccedil;&otilde;es n&atilde;o &eacute; m&eacute;rito nosso. &Eacute; a gra&ccedil;a de Deus que atua no cora&ccedil;&atilde;o dos jovens africanos que desejam doar a vida pelos outros&rdquo;.<\/p>\n<p>As estat&iacute;sticas confirmam essa vitalidade: Tanz&acirc;nia, Angola, Z&acirc;mbia, Madagascar e Qu&ecirc;nia continuam registrando um n&uacute;mero constante de novi&ccedil;os e jovens salesianos em forma&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>Os desafios do futuro<\/strong><\/p>\n<p>O crescimento traz consigo n&atilde;o apenas alegria, mas tamb&eacute;m responsabilidade. Como afirma com franqueza o Conselheiro Regional: &ldquo;Nosso maior desafio n&atilde;o s&atilde;o os n&uacute;meros. &Eacute; a profundidade &mdash; profundidade de forma&ccedil;&atilde;o, profundidade de identidade, profundidade de comunh&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>A Regi&atilde;o &eacute;, pois, chamada a aprofundar a incultura&ccedil;&atilde;o do carisma de Dom Bosco, permitindo que o Sistema Preventivo se enra&iacute;ze nas l&iacute;nguas, nos s&iacute;mbolos, na m&uacute;sica e na vida comunit&aacute;ria africana, n&atilde;o como uma simples adapta&ccedil;&atilde;o, mas como express&atilde;o aut&ecirc;ntica do esp&iacute;rito de Dom Bosco com &ldquo;uma voz africana e passos africanos&rdquo;. Ao mesmo tempo, permanecem como prioridades fundamentais: o discernimento vocacional atento, o acompanhamento s&oacute;lido, uma qualifica&ccedil;&atilde;o s&eacute;ria, acad&ecirc;mica e profissional e, mais, o cuidado pela identidade salesiana. A r&aacute;pida expans&atilde;o exige, al&eacute;m disso, sustentabilidade econ&ocirc;mica, transpar&ecirc;ncia e administra&ccedil;&atilde;o respons&aacute;vel. Como lembra o P. Innocent, a miss&atilde;o implica educar n&atilde;o apenas os jovens, mas tamb&eacute;m a n&oacute;s mesmos, para o profissionalismo, a responsabilidade e uma vis&atilde;o de longo prazo.<\/p>\n<p><strong>Presen&ccedil;as salesianas &ndash; Uma b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o para os jovens<\/strong><\/p>\n<p>De Ivato a Adis Abeba, de Nair&oacute;bi a Luanda, de Dar es Salaam a Lusaka &#8211; o Sonho de Dom Bosco continua a se desdobrar na &Aacute;frica Oriental e Meridional. As casas salesianas da Regi&atilde;o atendem a crian&ccedil;as de rua, refugiados e jovens marcados pela pobreza e pelos conflitos, acompanham estudantes em escolas t&eacute;cnicas e apoiam aqueles que discernem a voca&ccedil;&atilde;o ao sacerd&oacute;cio e &agrave; vida religiosa.<\/p>\n<p>O que outrora era uma semente mission&aacute;ria tornou-se hoje uma realidade s&oacute;lida e din&acirc;mica: a presen&ccedil;a salesiana na &Aacute;frica n&atilde;o &eacute; mais fr&aacute;gil ou experimental, mas uma for&ccedil;a madura e mission&aacute;ria na Congrega&ccedil;&atilde;o, capaz de irradiar esperan&ccedil;a e oportunidades a milhares de jovens.<\/p>\n<p><strong><em>&laquo;Da mihi animas<\/em><\/strong><strong>&raquo;: a alma da &Aacute;frica salesiana<\/strong><\/p>\n<p>No centro de tudo permanece a mais que breve ora&ccedil;&atilde;o de Dom Bosco: &lsquo;<em>Dai-me almas&rsquo;, &laquo;Da mihi animas, cetera tolle&raquo;.<\/em><\/p>\n<p>O P. Innocent Bizimana conclui com Esperan&ccedil;a: &ldquo;Se permanecermos fi&eacute;is aos jovens e fi&eacute;is &agrave; nossa identidade salesiana, o futuro da Congrega&ccedil;&atilde;o na &Aacute;frica ser&aacute; brilhante. O Senhor nos aben&ccedil;oou e agora devemos ser administradores respons&aacute;veis de t&atilde;o imensa b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>Pela intercess&atilde;o de Maria Auxiliadora, de S&atilde;o Francisco de Sales, de S&atilde;o Jo&atilde;o Bosco e de todos os santos da Fam&iacute;lia Salesiana, que a obra de salva&ccedil;&atilde;o das almas entre os jovens da &Aacute;frica Oriental e Meridional continue a florescer. O sonho que outrora se estendia da Am&eacute;rica do Sul &agrave; China hoje pulsa com for&ccedil;a na &Aacute;frica e, da &Aacute;frica, chega ao mundo inteiro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(ANS &ndash; Roma)&nbsp;&ndash; A presen&ccedil;a de Dom Bosco na &Aacute;frica n&atilde;o come&ccedil;ou com o ambicioso Projeto &Aacute;frica. 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