{"id":2030730,"date":"2026-04-12T22:00:00","date_gmt":"2026-04-12T22:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2026-04-12T22:00:00","modified_gmt":"2026-04-12T22:00:00","slug":"italia-jovens-e-trabalho-pesquisa-do-iusve-e-do-veneto-lavoro-revela-desafios-e-expectativas-na-transicao-para-o-emprego","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoans.news\/pt-pt\/italia-jovens-e-trabalho-pesquisa-do-iusve-e-do-veneto-lavoro-revela-desafios-e-expectativas-na-transicao-para-o-emprego\/","title":{"rendered":"It\u00e1lia \u2013 Jovens e trabalho: pesquisa do IUSVE e do \u2018Veneto Lavoro\u2019 revela desafios e expectativas na transi\u00e7\u00e3o para o emprego"},"content":{"rendered":"<p><strong>(ANS &ndash; Veneza) <\/strong>&ndash; &laquo;Como os jovens experimentam atualmente a transi&ccedil;&atilde;o da escola para o mercado de trabalho?&raquo;. Essa pergunta orientou o estudo conduzido pelo Observat&oacute;rio Regional Mercado de Trabalho, vinculado ao &lsquo;Veneto Lavoro&rsquo; (V&ecirc;neto: Trabalho), e executado pelo &laquo;Observat&oacute;rio IUSVE Jovens e Trabalho&raquo;. Os resultados foram apresentados em 10 de abril de 2026, em Mestre, no &acirc;mbito do congresso &ldquo;Jovens e trabalho: escolhas individuais ou resultado de equipe?&rdquo;.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>O estudo delineia um quadro complexo, evidenciando que a transi&ccedil;&atilde;o para o trabalho constitui um per&iacute;odo delicado tamb&eacute;m do ponto de vista emocional. Nesse contexto, o trabalho articulado entre fam&iacute;lias, escolas, empresas, servi&ccedil;os p&uacute;blicos e institui&ccedil;&otilde;es surge como caminho estrat&eacute;gico para acompanhar e apoiar os jovens nesse processo.<\/p>\n<p> O congresso aprofundou o tema das transi&ccedil;&otilde;es ao trabalho entre jovens adultos, com base em dados de uma pesquisa conduzida com pessoas de 18 a 34 anos na regi&atilde;o do V&ecirc;neto, realizada pelo Observat&oacute;rio IUSVE &ldquo;Jovens e Futuro&rdquo;. O estudo envolveu um universo representativo de mais de 900 jovens adultos, incluindo gestores, profissionais de Recursos Humanos, tutores, professores e Alunos, que contribu&iacute;ram com entrevistas acerca de aspectos subjetivos da transi&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m disso, mais de trinta informantes qualificados ofereceram an&aacute;lises complementares por meio de entrevistas qualitativas. Por um lado, os dados apontam a consolida&ccedil;&atilde;o de uma postura proativa dos jovens no mercado de trabalho; por outro, evidenciam limita&ccedil;&otilde;es relevantes, como a quest&atilde;o salarial e as perspectivas de crescimento profissional.<\/p>\n<p><strong>Os dados<\/strong><br \/> Entre os resultados apresentados, destacam-se alguns indicadores significativos: diante de um trabalho insatisfat&oacute;rio, <strong>quase metade dos entrevistados<\/strong> (47,5%) afirmou que &ldquo;buscaria ativamente outra oportunidade, ainda que em meio a um per&iacute;odo de instabilidade&rdquo;. A &ldquo;<strong>consci&ecirc;ncia das pr&oacute;prias capacidades<\/strong>&rdquo; (<strong>28,4%)<\/strong> e as &ldquo;<strong>compet&ecirc;ncias espec&iacute;ficas<\/strong>&rdquo; (<strong>26,8%)<\/strong> aparecem como as principais &aacute;reas de desenvolvimento apontadas pelos jovens do V&ecirc;neto.<\/p>\n<p> Ao mesmo tempo, esses dados n&atilde;o indicam uma postura individualista no ambiente de trabalho. As caracter&iacute;sticas mais valorizadas nas rela&ccedil;&otilde;es entre colegas s&atilde;o a &ldquo;<strong>colabora&ccedil;&atilde;o e o apoio m&uacute;tuo<\/strong>&rdquo; (67,5%) e a &ldquo;<strong>comunica&ccedil;&atilde;o aberta e honesta<\/strong>&rdquo; (62,1%). <strong>Quase um em cada tr&ecirc;s entrevistados tamb&eacute;m menciona o &ldquo;respeito pelas ideias de todos<\/strong>&rdquo; (28,4%). J&aacute; aspectos como &ldquo;competi&ccedil;&atilde;o voltada &agrave; melhoria&rdquo; e &ldquo;forte orienta&ccedil;&atilde;o a resultados&rdquo; somam, juntos, menos de 10% das respostas. Para um jovem em seu primeiro emprego, 63,9% recomendariam &ldquo;buscar um di&aacute;logo construtivo, ainda que aceitando a decis&atilde;o final de colegas mais experientes ou superiores&rdquo;.<\/p>\n<p><strong>A quest&atilde;o salarial no centro das preocupa&ccedil;&otilde;es<\/strong><br \/> A remunera&ccedil;&atilde;o aparece como principal fonte de preocupa&ccedil;&atilde;o, liderando <strong>com 65,0% das respostas<\/strong> entre os problemas mais citados.<\/p>\n<p> De forma coerente, a ideia de trabalho ideal passa por um &ldquo;trabalho agrad&aacute;vel e interessante&rdquo; (40,3%) e pela &ldquo;possibilidade de carreira&rdquo; (37,5%), mas sobretudo pela &ldquo;estabilidade profissional&rdquo; (51,1%) e pela import&acirc;ncia de um &ldquo;bom rendimento&rdquo; (68,9%). O conjunto desses fatores &mdash; debatido no congresso e aprofundado na pesquisa &mdash; representa um desafio relevante para as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas dos pr&oacute;ximos anos, que dever&atilde;o enfrentar as fragilidades ainda presentes nas transi&ccedil;&otilde;es ao trabalho dos jovens adultos do V&ecirc;neto, com impactos tanto em sua condi&ccedil;&atilde;o individual quanto no tecido social mais amplo.<\/p>\n<p><strong>Metodologia<\/strong><\/p>\n<p> A pesquisa teve como p&uacute;blico-alvo jovens entre <strong>18 e 34 anos residentes no V&ecirc;neto<\/strong>. As entrevistas foram realizadas por meio da metodologia <em>CAWI (Computer Assisted Web Interviewing).<\/em> A coleta principal de dados ocorreu via <strong>painel on-line comercial<\/strong>, complementada por amostragem em redes sociais, com uso de an&uacute;ncios direcionados no Facebook. O recorte amostral considerou previamente crit&eacute;rios de g&ecirc;nero, faixa et&aacute;ria e distribui&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica, sendo posteriormente ponderado conforme o n&iacute;vel de escolaridade. A coleta foi realizada em outubro de 2025 pelo instituto Demetra Opinioni.net, sob supervis&atilde;o de Alice Cappello. A an&aacute;lise dos dados ficou a cargo de Beatrice Bartoli, com colabora&ccedil;&atilde;o de Davide Girardi.<\/p>\n<p><strong>Declara&ccedil;&otilde;es<\/strong><\/p>\n<p> <strong>Lucas Pavanetto<\/strong>, Vice-Presidente e Assessor ao Trabalho da Regi&atilde;o do V&ecirc;neto, afirmou: &ldquo;A pesquisa apresentada hoje tem um m&eacute;rito particular: integra a an&aacute;lise dos dados do mercado de trabalho com a escuta direta dos jovens, recolhendo suas vozes e explorando as emo&ccedil;&otilde;es e expectativas que acompanham a passagem da escola ao trabalho. Como Regi&atilde;o, estamos convencidos de que acompanhar os jovens nessa fase &eacute; uma tarefa fundamental, pois eles s&atilde;o uma riqueza: o nosso presente e o nosso futuro&rdquo;.<\/p>\n<p><strong>Davide Girardi<\/strong>, Pesquisador do Observat&oacute;rio IUSVE Jovens e Futuro, destacou: &ldquo;A palavra-chave que emerge da an&aacute;lise dos dados e dos testemunhos &eacute; <strong>reconhecimento<\/strong>. N&atilde;o se trata apenas de um aspecto econ&ocirc;mico, mas tamb&eacute;m da capacidade dos contextos de trabalho de atribuir aos jovens o papel adequado. A constru&ccedil;&atilde;o de um percurso s&oacute;lido rumo &agrave; vida adulta traz benef&iacute;cios mais amplos para toda a Sociedade, e n&atilde;o apenas para os Jovens trabalhadores&rdquo;.<\/p>\n<p>Por fim, <strong>Tiziano Barone<\/strong>, Diretor da &laquo;Veneto Lavoro&raquo;, destacou: &ldquo;Hoje, os jovens que ingressam no mercado de trabalho precisam lidar com din&acirc;micas complexas. Nossa prioridade deve ser estruturar pol&iacute;ticas centradas no acompanhamento, especialmente nessas fases delicadas de transi&ccedil;&atilde;o da escola ao trabalho. N&atilde;o se trata apenas de aproximar oferta e demanda, mas de ativar as Pessoas num processo que envolve tanto a liberdade individual de investir no pr&oacute;prio futuro quanto a responsabilidade dos Agentes em criar as condi&ccedil;&otilde;es para que isso se realize&rdquo;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(ANS &ndash; Veneza) &ndash; &laquo;Como os jovens experimentam atualmente a transi&ccedil;&atilde;o da escola para o mercado de trabalho?&raquo;. 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