África Ocidental – Recursos de ‘Salesian Missions’ garantem bolsas de estudo para 325 Alunos em situação de vulnerabilidade

(ANS) – Graças aos recursos destinados pela Procuradoria Missionária Salesiana «Salesian Missions», com sede em New Rochelle-NY, nos EUA, os Salesianos de Dom Bosco puderam conceder bolsas de estudo a 325 jovens de 18 comunidades, em seis países da África Ocidental (Benin, Burkina Faso, Gâmbia, Guiné (Conacri), Mali e Senegal). As bolsas, instituídas em memória do P. Antonio César, missionário salesiano assassinado em fevereiro de 2019 enquanto exercia seu ministério na região, cobriram mensalidades escolares, material didático e despesas de transporte dos alunos contemplados.

Além do apoio financeiro, os Salesianos promoveram eventos de sensibilização para reforçar a importância da educação, incentivar a permanência na escola e preparar os jovens para o futuro. As iniciativas também ofereceram suporte às famílias e às comunidades educativas, auxiliando as escolas a enfrentar os desafios relacionados à evasão escolar.

Entre os beneficiados está Nathan, de 16 anos, aluno do Instituto St. Jean Bosco, em Cotonou, no Benin. Órfão de pai desde a infância, ele vive com a mãe, que só dispõe de recursos mui limitados.

“Por muito tempo, considerei a possibilidade de ter de interromper meus estudos por falta de recursos”, relata o jovem. Não acreditava que seria capaz de continuar os meus estudos, muito menos frequentar uma formação profissional. Mas tudo mudou, graças à bolsa de estudos que recebi. Consegui concluir o ensino secundário e obter o diploma de maturidade. Agora estou a seguir uma formação profissional com o firme desejo de ter sucesso, aprender um ofício e poder um dia sustentar a minha família”.

“Esta bolsa de estudos – acrescentou – mudou minha vida: me deu esperança, confiança e um rumo real a seguir. Gostaria de expressar minha profunda gratidão à escola e a todos os Colaboradores e Benfeitores que tornam este projeto possível. Graças a ‘Vocês’, jovens como eu podem sonhar novamente e, acima de tudo, acreditar em um futuro melhor”.

Segundo o Instituto de Estatística da UNESCO, a África Subsaariana apresenta os índices mais elevados de exclusão escolar no mundo. Mais de um quinto das crianças entre 6 e 11 anos está fora da escola; entre 12 e 14 anos, a taxa chega a um terço; e, entre 15 e 17 anos, aproxima-se de 60%. Ao mesmo tempo, a região enfrenta uma crescente demanda por educação, impulsionada pelo aumento constante da população em idade escolar. As meninas, nesse contexto, estão ainda mais expostas ao risco de exclusão educacional do que os meninos da mesma faixa etária.

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